
Ao final da tarde
Caminhava eu pelo jardim
E reparei em uma arvore
Que tinha galhos
Que tinha folhas
Que tinha um casulo
Que tinha assas
Que tinha cores
Parei eu para observar
O que ali aconteceria
Então como em um instante de êxtase
Vi aquele ser brotar
Voar entre os últimos raios de sol
Num apogeu de liberdade
Num voou sem compromissos
Sem ter para onde ir
Sem ter para onde voltar
Apenas
Voar, voar
Ir e ir
Mas neste instante
Ventos de outrora
Beijaram minha espinha
Lembrei-me de você
Em um dia que caminhava
A beira do imenso mar
Em um fim de tarde ventoso
Banhada pelos últimos raios de sol
De um crepúsculo encarnado
Ao voltar os olhos para a borboleta
Ai sim
Percebi porque lembrei-me de você
Ela estava pousada
Parada em seu galho derradeiro
Seu curto instante
De vida e euforia acabou
Estava seca
Estava morta
D. Vieira
Caminhava eu pelo jardim
E reparei em uma arvore
Que tinha galhos
Que tinha folhas
Que tinha um casulo
Que tinha assas
Que tinha cores
Parei eu para observar
O que ali aconteceria
Então como em um instante de êxtase
Vi aquele ser brotar
Voar entre os últimos raios de sol
Num apogeu de liberdade
Num voou sem compromissos
Sem ter para onde ir
Sem ter para onde voltar
Apenas
Voar, voar
Ir e ir
Mas neste instante
Ventos de outrora
Beijaram minha espinha
Lembrei-me de você
Em um dia que caminhava
A beira do imenso mar
Em um fim de tarde ventoso
Banhada pelos últimos raios de sol
De um crepúsculo encarnado
Ao voltar os olhos para a borboleta
Ai sim
Percebi porque lembrei-me de você
Ela estava pousada
Parada em seu galho derradeiro
Seu curto instante
De vida e euforia acabou
Estava seca
Estava morta
D. Vieira
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